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Tres pratos de trigo para tres (ou quatro) tigres tristes Foi assim, um oi, onde você está? O que gosta de fazer? Duas semanas até que se encontrassem num café estranho que vendia um chopp bom. Um engomadinho, diretamente do serviço onde comunica-se com todos, o outro completamente despojado, de calça jeans surrada, camisetona largada e tenis no pé. Ninguém jamais imaginava alguma interação até que, sem roupas, eram a mais certa harmonia, a química perfeita e o complemento um do outro. Muitas palavras escritas, alguns cinemas, conversas paralelas, vontades e desejos. Corpos suados e marcados a força física, gemidos sufocados, colchão na sala, filme em dvd, chocolate suiço. Uma despedida: para sempre. Melhor não ligar novamente. Melhor não, até próxima semana. Fica comigo até domingo? Não, eu não posso, você sabe. Na catraca do metrô era o combinado e como combinado assim foi. As barbas quase que se cortadas ao mesmo fio, os sorrisos evidentes, o reconhecimento mútuo. E os corpos, ahhhhh... os corpos se completavam não fosse um único detalhe: "Você é baixinho!". Um pedaço de pizza e uma coca no copo com gelo e limão. Uma omelete e uma H2O de limão, por favor. Obrigado! Ficarei te olhando para te deixar sem graça. Perderemos a tarde toda assim, não adianta. Você não presta. Por isso é que você veio ao meu encontro. Cinema, politica e ativismo de direitos humanos: oscar de melhor ator. Beijos, pegadas, gritos sufocados. Na catraca do metrô a despedida. Como combinado a mensagem de agradeciemnto, de vontade de quero mais, e no meio de pizzas e omeletes a frase de Fernando Pessoa: "eu sou do tamanho daquilo que eu enxergo, e não do tamanho da minha altura". Atrás, talvez, a frase errada, mas não menos fundamentada. E foi assim, há dias as coisas pareciam não estarem completas completamente. Mecanicamente os corpos se encaixam e sem ao menos terem tempo de pensar no que acontecia já estavam de costas um para o outro desejando boa noite e sonhando com o nada. Das poucas vezes que aconteceu da entrega, ela foi toda entregue ao vazio. Que corrói, machuca, estraga, atrapalha. Silencio que deturpa. Gelado de um sentimento e auto compadescente de outro. Faça-me um funk com tres palavras. Prefiro um samba para não morrer mas, na verdade, quando toca "Este Cara" o que realmente vale a pena.são olhos infantis, são sentimentos verdadeiros. Mas vai muito mais além: é amor, carinho, consideração, tesão. Que os desejos sejam de Sade mas também nossos. Que seja fogo que arde sem vermos... Que sejamos só eu e você.
Escrito por TioGú às 20h47
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Quando acaba o Carnaval. Quando acaba o Carnaval é hora da fantasia voltar ao barracão. É hora da menina dizer que é de família e do pegador se dizer sério. É hora de contabilizar os gastos, somar os beijos, dividir pelas ressacas, subtrair os analgésicos e multiplicar as esperanças. Quando acaba o carnaval é hora de lembrar de casa, do trabalho, do chefe mala, da faculdade e do mestrado. Quando acaba o Carnaval, percebe-se que amor é muito mais que quatro dias e quatro noites. Percebe-se que a realeza deixa de existir e a realidade samba de verde e amarelo porque não se está mais em ritmo de festa.. Quando acaba o Carnaval as roupas vão pras malas, os carros para estrada, a vergonha de volta para a cara e o Brasil começa a trabalhar. Quando acaba o Carnaval o Rio de Janeiro é briga de favelas, São Paulo bate recorde de congestionamentos, o Pelourinho fede mijo e as Minas Gerais tem queijo e uaisô. Quando acaba o Carnaval tem a quarentena, que dizem não ter carne vermelha. Quando acaba o Carnaval tem ovos de Chocolate por todos os lados e gordas e gordos nas academias. Quando acaba o carnaval tem uma nova mulher fruta e algum famoso da tv que saiu do armário. Enterram-se os ossos que ressuscitam no terceiro dia. Quando acaba o Carnaval o índice de desemprego é recorde e o lucro dos bancos também. Quando acaba o Carnaval e a quarta-feira é cinza, as emoções são vermelhas e os ânimos amarelos. Quando acaba o Carnaval e a fantasia volta pro barracão, Maria Rita também canta para não deixarmos o samba morrer e a gente só quer mais 5 minutos de sono. Quando acaba o Carnaval é quando tudo começa deste lado do Equador.
Escrito por TioGú às 21h38
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Ultima Semana Alguns acontecimentos de ultimamente mereciam aqui um texto como antigamente, mas eu acredito que se algo foi bom ou ruim eu devo guardar pra mim. As coisas acontecem porque corremoss atrás delas e é somente de nós que elas dependem. Estou escrevendo mesmo porque estou escutando James Morrison e o som do cara é muito bom e além disso, cheguei a uma conclusão com tudo o que têm acontecido: quanto mais tento me compreender olhando-me no espelho, mais concordo com a ilustre frase de Guimarães Rosa. É isso...
Escrito por TioGú às 13h35
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Já era... Ela canta e aquela música é para as pessoas que perderam alguma pessoa e o quanto isso dói e machuca. Perder é algo que ninguém gosta. As vezes é realmente dolorido, as vezes infeliz e muitas vezes também se faz necessário. Interessante é que muitas vezes a gente perde sem ao menos ter encontrado. A gente perde sem ao menos saber como é ou como poderia ter sido. Talvez, neste caso, seja menos doloroso mas, pode ser mais frustrante. Não sei. Este perder antes pra mim é fraqueza. As oportunidades, tudo bem, rola aquele lance clichê de que nós as fazemos, mas muitas vezes elas podem não se repetir. E daí, chuchu, fudeu! Na verdade eu tenho pena destas pessoas que por medo, receito, baixa auto estima perdem as coisas e principalmente, as pessoas e as oportunidades. Quando isso acontece comigo, além de looser me sinto meio enojado, logo eu, que já perdi a vergonha na cara faz tempo. Mas eu sou um feladaputa dum metidinho desgranhado que pouco me importa com os outros. Tudo bem, pode até ser verdade. Afinal de contas, numa outra musica ela canta que não devemos ter medo de ser o que somos. Eu sou não gosto é de perder e muito menos de perdedores perdidos. .
Escrito por TioGú às 23h31
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Hey Fernando, ... A questão é: até onde conseguimos aguentar a situação como ela está? Será que somos capazes de mudar toda nossa vida, fazer uma reviravolta em nossa rotina. Literalmente, chutar o balde e mandar tudo a merda por que as vezes é necessário uma mudança? O quanto vale a pena doar-se pelo outro. O que realmente importa? Quanto altruístas somos? Tudo realmente vale a pena?
Escrito por TioGú às 00h19
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Pirando... Ficadica James Morrison - If You Don't Wanna Love Me James Morrison | When you lower me down,
So deep that I
I can't get out
And when you'r lost, lost and alone,
Yes you'd think it was a liers place,
You'd come back for more
If you don't want me to leave,
Then don't push me away,
Rather blow out the lights you can watch it all fade
But I'm going nowhere
I'm gonna stay
When you just wanna fight
When you'r closing you'r eyes
'Coz you don't wanna love me
I'm gonna stay
You can't push me too far
Theres no space in my heart
When I don't wanna love you |
DEMAIS...
Escrito por TioGú às 00h00
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Enfim as aulas Há tempos sentiamos aquele vazio no peito pela falta de algo que nos completava. Não compreendiamos direito aquele sentimento tomando conta de nosso corpo e ardendo profundamente em nossa alma: abandono, negligencia, esquecimento. Acostumamo-nos com o não aparecer e as vezes a saudade batia. Nesta semana toda dor se esquivou e o sentimento de perda desapareceu, simplesmente se foi e é muito bom dizer: MARIA 37 EMAILS em 5 DIAS!!! E as aula só estão começando... Bejomeliga.
Escrito por TioGú às 09h55
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A dor e a delícia de se ter quase 30
Quando se passa dos vinte e cinco, tenha certeza, você está prestes a tornar-se amigo de Balzac. Ser ou não ser não é mais questão nenhuma. Aos quase trinta você já sabe muito bem o que quer e o que não quer (pelo menos você acha isso). AS vezes se sente desgostoso com a vida e sabe que a culpa é inteiramente sua. Neste momento você para de culpar o governo, sua familia, a faculdade, o sistema e olha para seu próprio umbigo na certeza que tudo o que você é, ou o nada, é consequencia de uma única coisa: você mesmo. Não importa quantas pedras há no caminho ou quantas teve, você é o seu único responsável. Homem ou mulher. Como se aos quase trinta, todo peso do mundo caisse nas suas costas e você se vê numa bolha dividida em tres partes que separam o que você realmente é do que os outros acham que você seja, daquilo que você gostaria de ser. Só que esta maldita bolha vai inflando cada vez mais, inflando e inflando, até que o amigo Balzac a estoura. O que sai lá de dentro? Não sei! Só sei que tô correndo atrás do prejuizo para que da minha não saia um monte de merda.
Gú - 26 primaveras no último dia Quatorze! (sem trema)
"Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado." Honoré Balzac
Escrito por TioGú às 23h37
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Resoluções
Dois mil e nove começa e como quase todo mundo eu também tenho minhas resoluções para este "novo" ano. Alguns textos escritos no final de dois mil e oito ficarão na espreita, ficarão em dois mil e oito com os problemas e desabafos de dois mil e oito porque assim se faz melhor.
Apesar de estar passando por meu inferno astral, não curtir muito todas as festividades que passaram, e ter que aguentar algumas coisas no dia a dia (sem contar a nova reforma ortografica que até agora não consegui entender direito), espero que dois mil e nove seja um ano melhor que dois mil e oito que já foi um ano melhor que dois mil e sete.
E as resoluções são:
Estudar mais.Receber uma promoção seguida de uma transferencia para São Paulo capital. Mudar de emprego. Amar cada vez mais, entenda-se como fazer SEXO. Dançar sempre que possível e de preferencia na pista da Loca de quinta ou domingo. Não esquecer do engov. Beber ate cair. Dar muita risada de tudo e de todos. Não me preocupar mais com ninguém que não mereça. Estudar mais 2. Continuar malhando. Emagrecer 10 kg e engordar 5 kg de massa muscular. Manter minha conta sempre no azul. Escutar mais músicas, incluino o novo álbum do James Morrison. Comer menos pães, pizzas e MacDonalds. Tomar o suco verde (agrião e rúcula) da Bella Paulista sempre. Participar de um projeto de pesquisa, a começar pelo Projeto sobre os Cinemas Pornos de São Paulo. Ler coisas do tipo literatura estrangeira. Ir ao teatro. Assistir todos os filmes que eu puder. Incluindo a ansiedade por ver "O Casamento de Rachel" e "The Spirit". Ser mais legal porém menos hipócrita. Começar um curso de Francês. Ler Barthes sem preguiça e sono. Assistir shows incríveis. Passear no Ibirapuera. Andar de patins. Escrever mais textos. Organizar os já escritos. Esquecer o passado. Cozinhar sempre que possível: Yakisoba, Strogonoff, Arroz, Feijão e Bife Acebolado com Batata Frita e salda de Alface com Tomate. Ser sustentável. Conhecer a cultura de um pais diferente, nem que seja pela internet. Estudar mais 3. Atualizar o blog sempre. Brincar com meus sobrinhos. Comprar presentes. Ser fútil as vezes. Ser senso comum também, quando necessário. Ler a Veja, a Época, a Tititi, Caros Amigos, Piauí e a Chiques e Famosos. Falar palavrões. Estar sempre cheiroso. Viajar quando possível. Ir a ANPOCS. Fazer no mínimo três novas e verdadeiras amizades. Reatar laços perdidos. Tomar banho todos os dias. Gastar menos do que eu ganho. Ser flexível. Fazer limpeza de pele e acreditar que a idade está chegando. Fumar menos e se possível, parar. Não voltar a tomar refrigerante. Maneirar no café e no chocolate. Estudar mais 4. E, principalmente, não fazer resoluções.
Escrito por TioGú às 00h01
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Quando disser
Quando disser que vou ligar mais tarde, "me" atenda.
Quando disser que vai fazer um pudim de leite condensado pra mim, faça.
Quando disser que a minha apresentação é dia 05/11, cumpra com sua palavra.
Quando disser que 2+2 é diferente de 4, prove.
Quando disser que vai se encontrar comigo as 14 horas na frente do cinema, apareça.
Quando disser que me atrasarei, espere.
Quando disser que é impossível, tente mais uma vez.
Quando disser que estou nervoso, cale-se
Quando disser que vai me levar pra jantar, não me pergunte onde quero ir.
Quando disser que quero ficar sozinho, respeite.
Quando disser que não é só gostar e vai além disso, acredite.
Quando não disser mais nada, foda-se!
Escrito por TioGú às 21h35
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Cala a boca, Gustavo!
Eu poderia me calar frente a toda esta gritaria a minha frente. Eu poderia me calar quando sussurram em meus ouvidos palavras que querem ver arder em meus olhos. Eu poderia me calar quando o vento sopra e eu fecho meus olhos imaginando que naquele instante, aqueles pêlos arrepiados na nuca e aquele frio na barriga, pode até ser alguma coisa boa. Eu poderia me calar quando vejo que não se morre mais por amor e apenas se mata por orgulho ferido. Eu poderia me calar quando você escreve que me adora mas não não tira a sua bunda do lugar para me mostrar isso. Eu poderia me calar pela minha existência como ser físico ser ignorada. Eu poderia me calar ao escutar aquela canção que diz que não se deve ter medo de ser o que se é. Eu poderia me calar frente a esta necessidade louca que tenho de descobrir quem e o que eu sou. Eu poderia me calar e não sentir o peso que sinto todos os dias quando às cinco e meia da manhã o meu despertador toca e eu tenho que tocar a vida. Eu poderia me calar e me esquecer de tudo: esquecer da vida, esquecer das horas, esquecer que vale a pena, esquecer de ir embora. Esquecer de calar. Eu poderia me calar quando os olhos já não brilham mais e os desejos são opostos. Eu poderia me calar quando a verdade não machucasse, quando o peito não apertasse, quando você desaparecesse e quando tudo terminasse. Eu poderia me calar quando a liminaridade se fizer presente, quando as idiossincrasias forem vulneráveis, quando tudo e todos forem menos efêmeros e quando as dicotomias fizerem sentido. Eu poderia me calar quando tenho que fingir que não me afeta. Eu poderia me calar frente a uma risada gostosa de criança ou quando uma barra de chocolate clama pelo meu nome. Eu poderia me calar quando sorrateiramente me dá uma vontade louca de escrever e tudo o que eu deveria era ficar calado.
Escrito por TioGú às 13h19
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Certa é a Ana Carolina...
Sim, eu fui desconfigurado. E nem foi uma pane no sistema (pelo menos eu acho). Foi o próprio sistema mesmo. Eu prometi a mim mesmo que não escreveria sobre o ocorrido. Que esqueceria. Mas não dá. Não dá para aguentar tamanha frustração que misturada com meu orgulho, faz com que eu me sinta meio assim, emputecido, injuriado, raivoso, desgostoso. Um bosta. Sim, porque a gente trabalha que nem uns filhos da puta, aguenta enchimento de saco, ganha pouco, economiza, se priva de algumas futilidades para se dedicar, ou melhor dizendo, para se permitir a algumas loucuras e, eis que vem o maldito sistema e te poda. Ao certo não consigo saber o que aconteceu. Minha mãe insiste em dizer que são os magnatas qie manipularam tudo. Nestas horas eu tenho por mim um fio meio revolucionista comuna nela. Não sei se ela tem razão. Mas o sistema me barrou. Não deixou eu fazer o que eu queria e nem como eu queria. Isso porque eu, como muitos, segui procedimentos, normais e leis no modo mais Weberiano possível. Fui paciente. Brasileiro, não desisti! Fiquei firme e, mesmo assim, ele me fodeo. Eu fiquei bastante triste, revoltado (eu acho que é a melhor palavra). Ninguém sabe explicar. Gostaria mesmo de entender o que aconteceu. Por que as coisas nunca dão certo por terras tupiniquins? Por que tudo é sempre uma zona? Por que algumas pessoas levam vantagem em cima de outras? Por que para uns é tão fácil e para outros tão difícil? Por que é tão desanimador? Só queria acreditar que as coisas não funcionam porque não deveriam funcionar. Mas sei que não é bem assim. As coisas funcionam muito bem, mas para poucos. É triste ver que dependemos algumas realizações à coisas que não dependem só da gente. Eu cansei disso já, que se foda! A partir de agora os fatos concretos e as oportunidades imediatas é que me tenderão. Dane-se o caos. Meu cérebro eletrônico é meu coraçao, minhas emoções e meus sentidos e a minha desconfiguração foi total. O sistema agora é um doce pesado que eu vou ter que ruminar até as ultimas semanas de 2008 e talvez para o resto da vida durante quatro mintos até o fim do mundo.
Eu só queria um ingresso na pista VIP.
Escrito por TioGú às 16h30
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E mais uma vez Simmel...
Eu, meus estrangeiros e meu segredo. Por que a sociabilidade/socialização assim é bem mais fácil e menos dolorosa.
Escrito por TioGú às 17h10
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Me engana que eu gosto.
Adoro quando as pessoas me fazem de idiota. Ou melhor, quando as pessoas ACHAM que estão me fazendo de idiota. Na verdade o que eu gosto mesmo é olhar para a cara delas e imaginar no que elas estão pensando naquele exato momento, algo do tipo: "Nossa! Que otário. Acreditou" e claro, depois disso, perceber aquele sorrisinho safado de quem está pensando consigo mesmo: "Sou foda!".
Foda mesmo é ter que se passar por idiota para o bem das relações pessoais. Por que, no meu caso por exemplo, estou tão de saco cheio de tudo e tão cheio de coisas mais importantes para me preocupar, que prefiro fingir que acredito que tal pessoa me ligou várias vezes naquele dia e mesmo assim não conseguiu falar comigo, mesmo eu tendo ficado com meu telefone posto e operante grudado em mim a tarde toda, ou até mesmo, que outras pessoas não se esquecem de datas e compromissos importantes, elas simplesmente não falaram nada para me testar, se lembraria ou não. Esta é a incrível arte de jogar a culpa pro outro, mesmo sabendo que o outro (eu, no caso) nunca se esquece de certas datas e compromissos.
Sinceramente, deve ser neste momento que entendemos o porque de algumas pessoas se interessarem mais por seus cachorros à outras pessoas. Neste momento é que a gente não pensa, apenas sente. Quem me conhece sabe bem disso. Por que às vezes, é preferível se passar por idiota a não acreditar mais no outros, na amizade, nas nossas relações, na vida. É, talvez, acreditar naquilo que não é, ou pelo menos que deveria ter sido, deva ser mais fácil.
Às vezes nem machuca uma mentira pequena que é feita para evitar maiores problemas. .
Tudo bem que eu estou pouco me fodendo para estas mentiras, relações e pessoas. Eu e esta minha mania de falar a verdade, de ser sincero e que muitas vezes é percebido como ignorância ou jeito e rude, o ogro. Talvez eu seja assim porque minha vida não é um filme sessão da tarde com a Julia Roberts e sim um filme do Spike Lee. Talvez aquele Quanto mais idiota melhor também se encaixe perfeitamente. .
Tudo bem que eu às vezes surto por causa desta mania de fingir ser este ser idiota, pois, fingir que acredito nestas pessoas que acham que me "enganam" é como mentir para mim mesmo naquela música do Renato: sempre a pior mentira. Mas eu preciso destas pessoas como a mim. Eu preciso desta sensação de ser enganado, mesmo que superficialmente. Eu preciso, pelo menos, fingir que acredito que o mundo é lindo, que tudo é perfeito e todas as pessoas são felizes. Inclusive eu, que me sinto idiota sendo feito de idiota e percebendo que assim, faço outras pessoas melhores, menos culpadas ou até mesmo, menos idiotas.
Escrito por TioGú às 20h36
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Sonho de uma noite de inverno
De ontem pra hoje sonhei que tinha cheirado todas. Várias carreiras. Que estava muito louco. Uma sensação entre euforia e culpa. Entre ser certo e errado ao mesmo tempo. Entre querer mais e achar que não deveria. Eu estava literalmente MUITO loco em meu sonho. Doidão mesmo Cabeça gorda. Gelatinosa. Também estava com os dentes podres e o rosto cheio de pereba e com um vazio interno muito grande. Acordei desesperado, as pernas tremendo e batendo o queixo descontroladamente. Estou decido, nunca mais assisto as apresentações ao vivo da Amy Winehouse antes ir pra cama.
Escrito por TioGú às 21h06
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